01/01/2010

Pós-sarau

O sarau acaba, mas a festa não.


Teve boi


Coco



Capoeira e rap com o povo de Vicente de Carvalho



Manu inclusive dançou umas modinhas mais antigas...


E de volta ao alojamento, nada de cama - Gunnar soltou suas doces notas


Por Michele Torinelli

Sarau no Guarujá


Animação na ida...


.. clima de romance...


... e a lua lá no alto


poesia


e muita música

Por Michele Torinelli

Bicicloteca Donde Miras


Em frente ao alojamento em Vicente de Carvalho, bairro do Guarujá


Também no primeiro sarau da expedição, na praça 14 Bis





As bicicletas são tantas na região que inclusive fizeram parte do sarau





Por Michele Torinelli

Donde Miras em 2010...



Estamos em Bertioga, chove, conseguimos local, estamos num ginásio de esportes.



Foi incrível o caminho de Guarujá pra Bertioga, era noite de lua cheia, nem as nuvens atrapalharam a luz da lua, pela primeira vez, caminhamos à noite. Na estrada as crianças se divertiram com uma bica, chegamos perto da 1 da madrugada em Bertioga.



Ontem, na virada do ano, choveu muito forte à meia noite, logo em seguida parou a chuva e fizemos uma enorme e mágica ciranda na beira da praia.


Hoje faremos um sarau por aqui, ainda não fechamos o local, a chuva continua...

30/12/2009

Bertioga, uma incognita



Estamos quase saindo de Guarujá pra ir pra Bertioga, o problema é que ainda não conseguimos um local em Bertioga pra montar nosso acampamento, se alguém conhecer alguém, entre em contato!

Ontem rolou a bicicloteca mais popular que já foi feita, a criançada realmente devorou os livros que distribuímos nas ruas de "Vicente de Carvalho", que só não é um município por formalidade, pois não tem nada a ver com Guarujá.




À noite encontramos alguns problemas técnicos pra montar o som, mas apesar dos perreios rolou o primeiro sarau da caminhada, na praça 14 Bis, na Av. Santos Dumont, que inventou o avião e se matou em Guarujá.







A caminhada tem suas surpresas, e é por isso que caminhamos, fecho este sinal de fumaça com a foto do nosso chuveiro improvisado.

29/12/2009

O Pré-Sal e a soberania nacional

Caminhantes e convidados debatem o Pré-Sal no segundo dia da Expedición Donde Miras


No seu quarto trecho, que compreende a região de Santos (SP) a Paraty (RJ), a Expedición Donde Miras caminha sobre terras peculiares: a região do Pré-Sal. A reserva petrolífera, mapeada recentemente, constituiu-se na separação da Pangéia – a imensa massa terrestre que separou-se e formou os atuais continentes – entre a América e a África. Algas azuis soterradas debaixo de sal foram amalgamadas ao longo dos milênios e resultaram em imensas aglomerações de petróleo de qualidade. O sal serviu como uma “tampa”, o que permitiu a maturação do petróleo. A camada está a 7 km de profundidade a partir do solo marinho e consiste em um volume monstruoso de óleo, principalmente na bacia de Santos (que vai desde Florianópolis ao Espírito Santo). A partir dessa descoberta, o Brasil pode passar a constar entre os três principais produtores de petróleo mundial.

Anderson Mancuso, diretor do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista, foi convidado pela expedição para fazer uma apresentação sobre o tema. O encontro ocorreu no alojamento dos caminhantes em Santos e resultou num interessante debate. Anderson defende que o Pré-Sal não é uma discussão restrita – deve ser feita por todos os brasileiros; e não é isolada, por ser transversal a diversos temas estruturais, entre eles a soberania nacional, questões ambientais e sociais. “Esse é um momento ímpar, pois fomenta a questão da soberania nacional: continuaremos entregando nossas riquezas?”, provoca Mancuso.

O diretor acredita que hoje a geração de energia está voltada para a produção de lucros, não para suprir as necessidades sociais. Essa é uma oportunidade para revermos a lógica de exploração dos recursos e o investimento público resultante. A descoberta do Pré-Sal faz do Brasil um alvo internacional, por isso é necessário desenvolver um projeto político de gestão das nossas riquezas naturais como um todo.


A legislação e a soberania

O atual modelo de exploração do petróleo brasileiro data de 1997, quando o governo de Fernando Henrique Cardoso quebrou o monopólio estatal. Tal postura bate de frente com os princípios da campanha O Petróleo é Nosso, que em 1954 resultou na fundação da Petrobras. O modelo de concessão de FHC consiste no mapeamento dos blocos petrolíferos e sua venda por meio de leilões, cuja dinâmica é controlada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). A empresa vencedora deve cumprir uma série de etapas, mas grande parte da produção fica para o capital privado – pouquíssimo vai para o Estado.

A contradição é que o petróleo é um bem público, não privado. Por isso o modelo atual não condiz com a histórica luta popular pela soberania energética. Mancuso explica que Lula perpetuou o modelo de FHC – o governo petista afirma que na época a lei era apropriada (apesar de que a contestava naquele momento), mas que agora deve ser aprimorada devido ao Pré-Sal. “O filé mignon do Pré-Sal, concentrado em 30% de suas reservas, já foi entregue para multinacionais”, denuncia o sindicalista.

Alguns projetos de lei que buscam avançar na questão da soberania energética já passaram pelo Congresso Nacional. Um deles estabelece o modelo de partilha (“modelo híbrido”), no qual a empresa que ganha a concessão é aquela que cede mais para o Estado - uma espécie de barganha. Contudo esse modelo valerá somente para as áreas ainda não exploradas. Mancuso acredita que esse sistema mantem a lógica de entrega das nossas riquezas naturais. Já Bruno de Tarso, militante do movimento estudantil e participante da caminhada, defende que o modelo de partilha já é um avanço. “O ideal seria que a Petrobras voltasse a ser 100% estatal e obtivesse o monopólio de exploração do petróleo nacional. Mas como isso não é possível na atual conjuntura, o modelo de partilha ao menos direciona parte dos recursos ao poder público”, argumenta.


Construção de um novo projeto

O debate comprovou o que Mancuso havia dito: a discussão do Pré-Sal é transversal a diversos temas e diz respeito a toda a sociedade. Ana Estrella Vargas, socióloga e caminhante Donde Miras, questionou inclusive se devemos explorar o petróleo. “O que acontece quando tiramos essa substância tão profunda que está há tanto tempo sendo produzida pela terra? Quais os efeitos colaterais disso?”, indagou.

O fato é que os danos ambientais são irreversíveis, por isso temos que repensar nossa lógica e encarar o Pré-Sal como um recurso estratégico a ser explorado com responsabilidade. “Temos que transpor a visão produtivista e pensar em novas formas de energia, inclusive utilizando os recursos advindos do próprio Pré-Sal para desenvolver novas tecnologias”, indica o sindicalista.

A crise que enfrentamos não é somente econômica, mas estrutural. Por isso a urgência de construirmos novas formas de relação entre os seres humanos e destes com o meio. Existem várias pessoas se dedicando a criação de um projeto alternativo. A Expedición Donde Miras alimentará esse debate ao longo da caminhada, pois também entende que esse tema diz respeito a todos nós. Todas as formas de conscientização podem fazer parte desse projeto – o desafio é conseguir de fato dialogar e construí-lo coletivamente.



Por Michele Torinelli
http://miradas.soylocoporti.org.br

28/12/2009

Chegamos em Guarujá


Ontem não houve sarau, a chuva nos impediu. De dia 4 pessoas do Sindicato dos Bancários e do Sindicato dos Petroleiros, Flaviano, Mancuso Satoshi e a Franciele, fizeram uma palestra sobre o pré sal, antes disso assistimos o filme "O Petróleo é nosso". À noite assistimos "Brazil: precisa-se de um interprete" com o diretor André Lopes, depois da palestra e do filme fizemos um debate caloroso sobre assuntos diversos.

Hoje saímos do Morro Nova Cintra em Santos
andamos até o Canal


dali chegamos na praia e andamos pela orla (choveu chuva pesada) até a Balsa
que nos trouxe até Guarujá, pegamos uma avenida que não tinha fim, mais chuva... daí descobrimos que existem ciclistas que andam com guarda-chuva. Chegamos na Sociedade Amigos de Paecara, já estamos acampados.

Temos sarau marcado pra amanhã à noite.